terça-feira, 24 de março de 2020

Maioria dos casos de Covid-19 não são fatais, estudo revela motivo

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay.
 
A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é agressiva em poucos casos e o trabalho de defesa do nosso corpo contra esse vírus explica o motivo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório, que mostrou o comportamento do vírus nos primeiros 56 mil casos da doença na China, o estudo foi detalhado pela Revista Superinteressante. 
O vírus possui características que facilitam sua atuação no nariz e garganta, sua principal via de acesso ao corpo, causando os primeiros sintomas mais leves, o problema ocorre quando ele avança para os pulmões que pode levar a morte de forma rápida. Enquanto não chega aos pulmões, o vírus se alastra na boca, nariz e garganta o que leva ao corpo ativar as suas defesas contra o invasor. 
O sistema imunológico então começa a agir causando febre, tosse, dores de garganta e de cabeça. Esses são sintomas que 80% das pessoas infectadas pelo novo coronavírus enfrentam até que se recuperam dentro de algumas semanas. 
O agravamento da doença só ocorre quando o vírus chega aos pulmões e o nosso sistema imunológico acaba ajudando, pois os ataques ao vírus afetam células saudáveis do órgão. Nesse estágio é quando surge o sintoma mais grave que é a dificuldade em respirar. O vírus por um lado começa a matar aos poucos o tecido do pulmão enquanto que o sistema imunológico acelera o processo, podendo levar ao estágio de pneumonia grave. Nessa fase é quando a doença pode ser fatal, mas o nosso sistema imunológico pode conseguir expulsar o vírus e alcançar a cura mesmo com esse cenário. 
De acordo com o relatório da OMS, esse comportamento explica em parte o real motivo da doença ser fatal em idosos. Por terem o sistema imunológico mais frágeis os vírus podem chegar com mais facilidade nos pulmões e avançando de forma mais grave. A mortalidade em pessoas mais velhas com 80 anos ou mais é de quase 15%, enquanto que é de apenas 0,2% para quem possui idade entre 10 a 39 anos. 
O estudo também detalha que apenas 1 em cada 7 pacientes chega ao estágio de dificuldade de respirar, com apenas 6% chegando na fase crítica da doença. O relatório ainda alerta que a evolução da doença pode ser muita rápida de leve para o severo, entre 10% a 15% dos casos leves evoluem para severos e destes, entre 15% a 20% chegam na fase crítica, com os pulmões severamente afetados.